B RANKINGS // Gold Coast

 

Texto: James B

fotos: WSL

Pra quem ainda não conhecia, esse é o B RANKINGS, o ranking alternativo e nem sempre imparcial do James B, o colunista underground e anônimo da MOIST. A ideia é bem simples: A cada etapa do CT eu analisarei cada competidor e emitirei minha opinião baseada na performance dos caras no evento e criarei a minha versão subversiva do ranking WSL.

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Queridos leitores... Se há algo sobre o que eu NÃO contava ter de escrever era uma NÃO-vitória de meu MVP* Filipe Toledo e uma vitória de um JulIan Wilson voltando de contusão. Fazer o quê? James B é um parcial assumido e eu quero os brazzos ganhando tudo, o tempo todo.

Ano começando e algumas boas surpresas. Foi um evento legal pros rookies, que se deram bem e chegaram lá na frente. Outro ponto que me chamou a atenção é que nessa etapa tivemos provavelmente o melhor wildcard da história (Mikey Wright) e o pior wildcard da história (Mikey February). Xarás sem comparação dentro d´água. Mas pra mim foi um evento não mais do que morno. Quase nenhuma inovação, muitas baterias sem nada brilhante acontecendo, e o fundo de Snapper não estava nenhuma maravilha.

Por último, pra não ficar com um texto de abertura muito longo e levar chamada de atenção do meu editor: vi melhoria no julgamento com a saída do Richie Porta e entrada do Pritamo. Gostei de ver scores tendo de ser realmente especiais para entrar na casa dos 8 pontos ou mais. Ainda tem muita coisa errada pra mudar? Óbvio ululante, mas vamos em frente que atrás vem gente.

*MVP: Most Valuable Player – aprendi essa um dia desses numa entrevista de um shaper e adorei! É o meu Player Mais Valioso. J

 filipe toledo // julian wilson // gabriel medina // ítalo ferreira // owen wright // jordy smith // john john florence //ace buchan // griffin colapinto // mick fanning //  adriano de souza // michael rodrigues // tomas hermes // joel parkinson // michel bourez // wade carmichael // jeremy flores // frederico morais // matt wilkinson // caio ibelli // willian cardoso // connor o'leary // joan duru // kolohe andino // conner coffin // sebastian zietz // jesse mendes // kanoa igarashi  // ian gouveia // yago dora // ezekiel lau // leonardo fioravanti // pat gudauskas // kelly slater

FILIPE TOLEDO // B-RANKING 01 // WSL 05

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Eu não vou ser pato de colocar minha aposta pro título mundial de 2018, meu MVP, abaixo de 1º logo no meu B-Rankings de início de ano, só por causa de uma quarta de final perdida pro Tomas Hermes em Kirra. Nem fudendo!

Toledo estava sobrando e era o melhor na água em Snapper, cheirando a troféu. Veloz, focado, imprevisível e tudo o mais que esperávamos dele esse ano. Era o maior favorito. Ainda aposto que sai da perna australiana embalado pra sair arrancando vitórias e levar o título no final do ano.

Mas se eu me permito uma pequena sombra de dúvida... terá sido apenas coincidência Toledo ter perdido em uma Kirra bem complicada? Ou o fato de o evento ter migrado para uma onda maior e quadrada serviu pra nos lembrar que Filipe ainda tem ondas tubulares como seu calcanhar de Aquiles? Prefiro apostar na imprevisibilidade e numa tática errada de esperar muito por ondas boas em Kirra enquanto Thomas ficou mais ativo e tentando oportunidades e acabou montando seu scoreboard e levando a bateria.

Ansioso pra ver Filipe com raiva, atitude e mantendo o foco pra chegar com tudo e tomar o título do Jordy em Bells.

JULIAN WILSON // B-RANKING 02 // WSL 01

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Tô puto em ter de colocar o Julian aqui em 2º no B Rankings. Mas o cara foi lá e fez o serviço dele. Ganhou a etapa, 10.000 pontos no ranking e vai embalado pra Bells.

Nunca escondi que não sou fã do cara (por causa dos overscores, das finais roubadas contra o Medina e baterias roubadas contra o Jadson André, entre otras cositas), mas o aussie é muito bom em onda de tubo pra qualquer lado e começou o ano se credenciando como candidato ao título 2018.

Aliás, já estava mais que na hora, pois com quase 30 anos de idade é melhor Jules realmente urgenciar a corrida pelo título esse ano.

Mas vamos pra Bells e veremos como o cabra lida com a pressão de ser líder do ranking, que não é moleza. Trust me.

GABRIEL MEDINA // B-RANKING 03 // WSL 13

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Gostei muito do surf do Medina nessa primeira etapa. A manobra que ele fez em seu 7.70 pts na bateria que perdeu no R3 contra o wildcard Mikey Wright foi, na minha opinião, a mais power do evento. Uma batida totalmente animal no ponto mais crítico de uma onda de bom tamanho. Assistam no Heat Analyzer e me digam se concordam. Perdeu por detalhe e porque a escolha de ondas do australiano foi superior. Gabriel tem uma dificuldade histórica de começar baterias perdendo e tendo de correr atrás do prejuízo, e dessa vez não foi diferente. Ficou ansioso e pegou ondas com menos potencial de nota que o adversário, que usou contra o brasileiro exatamente a mesma tática que o fez bater John John no R2.

Mas Medina está surfando muito, parece focado, e espero grandes coisas dele este ano. Bells não é uma onda onde ele tem histórico de resultados fantásticos, mas como em Snapper (melhor onda para o Medina nas três etapas da perna australiana) o resultado foi um possível descarte para o final do ano e a pressão aumentou um pouco, já que Medina PRECISA sair da Austrália perto do topo do ranking pra lutar pelo título nas etapas seguintes sem ter de vir tão lá de trás como nos últimos três anos.

ÍTALO FERREIRA // B-RANKING 04 // WSL 13

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Me arrisco a dizer que o Ítalo é o melhor surfista de backside do Tour atualmente. Talvez do mundo, já que é no CT que se pratica o surf de nível mais alto, não é mesmo? Ferreira tem um centro de gravidade baixo, é extremamente veloz e tem um lance bem próprio dele, de bater de backside e acelerar a prancha na volta da manobra já encaixando no próximo movimento. Muito fluido e bonito de se ver e, ao mesmo tempo, agressivo e radical. Mais no critério, impossível.

Ítalo surfou demais nesse evento e foi uma pena ter caído no R3 contra o Filipe Toledo. Ficou em 13º, mas poderia tranquilamente ter vencido a bateria e a etapa. E por isso o coloco aqui nos meus Top 4 do B Rankings. Pode ir pra Bells com a cabeça erguida pelo que mostrou em Snapper, e não me espantaria nada em ver o meio-quilo de Baía Formosa entre os top 5 no final do ano. E espero ter a satisfação de assistir ele vencer seu primeiro evento no Tour esse ano.

Ah! Pra encerrar, uma coisa que me marcou na carreira do Ítalo na WSL. Suas entrevistas pós-bateria no primeiro ano de Tour, sem falar uma frase em inglês, nitidamente incomodado e tendo de responder em portunglês eram desestimulantes. Mas o talento no surf estava lá. Menos de três anos depois, Ferreira é um dos melhores competidores do Tour, aprendeu inglês e é mais articulado que o Julian Wilson nas entrevistas...

OWEN WRIGHT // B-RANKING 05 // WSL 05

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Owen ficou em 5º e não me decepcionou. O campeão do ano passado surfou com muita precisão e uma ótima escolha de ondas, fatores que estavam fazendo toda a diferença num evento em que a onda de Snapper raramente conectava com a qualidade esperada entre a primeira e a segunda seção.

Big O não amarela pra nada e tem um dos surfs de backside mais power do Tour. Aliás, não poderíamos afirmar que os três melhores backhanders do CT são goofies? Ítalo/Medina/Owen não perdem pra ninguém de costas pra onda, na minha humilde opinião.

Indo pra Bells, uma onda que cai como uma luva pro seu surf, ainda mais se o mar estiver com tamanho, o irmão mais alto do Mikey Wright tem tudo pra conseguir mais um bom resultado.

JORDY SMITH// B-RANKING 06 // WSL 13

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Aos 30 anos de idade, alguns milhões de dólares na conta no banco, casado e vivendo uma vida de sonho na Califórnia, o que mais pode faltar pro saffa?

Um Título Mundial de surf. Smith era considerado por muitos (eu, inclusive) o melhor surfista em ondas pra direita e favorito máximo em Jeffreys Bay e Bells Beach. Isso até a performance estelar de Filipe Toledo em 2017 criar um novo parâmetro de performance em um J-bay sólido e clássico. Assim como Toledo, Jordy ainda não se estabeleceu como um real contender em ondas de consequência tubulares, e por isso ainda não conquistou seu título mundial. A diferença é que Toledo tem apenas 22 anos e ainda muito espaço pra evoluir seu surfe, enquanto Jordy, como falei, já é um trintão.

Um 13º não era o resultado esperado pro sul africano, ainda mais num ano que pode ser sua última real chance de ser campeão mundial num circuito quase que inteiramente disputado em ondas pra direita. Mas ele estava surfando bem e QUEBROU no freesurf em Snapper durante as finais em Kirra. E indo pra Bells Beach, sua onda Top 2 do coração, não tem a menor chance de eu não colocar o cara aqui em cima no meu B-Rankings.

JOHN JOHN FLORENCE // B-RANKING 07 // WSL 25

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Pra um John Florence que chegou bem antes na Austrália com uma porrada de Pyzels zeradas pra treinar e chegar na ponta dos cascos pro início da temporada, achei o surf dele fraco e sem inspiração, não chegando perto da performance de um Filipe Toledo, por exemplo. Perder pra um wildcard não estava nos planos do coach Ross Williams nem fudendo (sem bônus por resultado nessa etapa, hein, Ross?).

John John realmente não mostrou a que veio na 1ª etapa, e geralmente um 25º lugar em um evento já seria motivo pra eu colocar o surfista lá embaixo no meu ranking. Mas tô colocando o galego em 6º no B Rankings por dois motivos: recall, pois o cara é o atual bicampeão mundial, surfa muito e obviamente é sempre favorito. E porque ele deve estar muito mordido pela lanterna de um 25º lugar em Snapper, e teoricamente irá com sangre en los ojos pra Bells. Sugestão do JB pro JJ: evitar tropeçar nas pedras na segunda etapa, pois os cliffs de Bells são bem mais altos que as pedrocas de Snapper!

ADRIAN BUCHAN // B-RANKING 08 // WSL 02

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Um dos motivos pra que até hoje eu ainda não tenha me metido nesse negócio de montar time e participar desses Fantasy Surfer da vida é não ter menor vocação pra lidar com a frustração. Ter a certeza de uma escolha e assistir ela se desmanchar por motivos aleatórios na 2ª fase, enquanto surfistas bem menos valiosos dão uma de zebra total e chegam lá na frente, deixando teu Fantasy órfão de lógica, bom senso e boa pontuação.

O cara que falou que o futebol é uma caixinha de surpresas com certeza não surfava, pois se existe algo imprevisível, amigos leitores, é o nosso bom e velho surf competição. Algum de vocês por acaso colocou Ace Buchan na final em seus Fantasy's, senhores? Se alguém fez a proeza de acertar essa, manda um print que eu vou tentar conseguir uma camisa da MOIST pra premiar a previsão mediúnica.

Ace pra mim é mais um daqueles dinossauros do Tour que se mantém pela experiência e alto nível de competitividade/eficiência, mas com um surf repetitivo e sem nada de brilhante. Ficou em segundo e com questionamento de notas na semifinal contra o rookie brazzo Tomas Hermes. Mas como foi finalista e está embalado, coloquei aqui em 8º no meu B Rankings indo pra Bells.

GRIFFIN COLAPINTO // B-RANKING 09 // WSL 03

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Primeira etapa do ano. Primeiro evento da vida competindo como um top da elite do CT. E o cara chega na semifinal ganhando de caras como John John Florence e Joel Parko pelo caminho e ainda fazendo a única nota 10 do evento num tubaço triplo em Kirra? Isso, caros leitores, é uma estreia com pé direito.

O americano mostrou personalidade e estrela em seu debut no Tour e já começa o ano como forte candidato a Rookie of the Year, botando pressão nos também favoritos a estreante do ano, mas que não arrumaram nada em Snapper, os brasileiros Yago Dora e Jessé Mendes.

Curioso pra ver como ele vai surfar em Bells, uma onda cheia de caprichos e que requer uma boa bagagem de experiência pra ser bem surfada. Mas começou muito bem. E fico por aqui em relação ao Griff porque essa também foi só a primeira etapa e ainda tem muita água pra correr por baixo das Mayhems do americano durante o ano.

MICK FANNING // B-RANKING 10 // WSL 9

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Mick está se aposentando, como eu bem previ no meu último B Rankings de 2017. Perdeu no R4 pro brasileiro Tomas Hermes -- quero dizer, não apenas pro Tomas, mas também pro australiano Owen Wright, uma vez que a partir de agora o R4 não tem mais repescagem e o terceiro colocado na bateria fica em 9º lugar.

Aliás, a WSL parece muito sem rumo em várias decisões. Elimina o R5 pra economizar 2 horas de evento que não fazem a menor diferença em 10 dias de janela, mas faz calls péssimos dentro do schedule do evento. Realmente não há a menor necessidade de haver duas repescagens em um campeonato, mas também não é coerente uma bateria eliminatória com três atletas. Tem de ser homem a homem. Resumindo, na WSL às vezes parece faltar mais gente boa pensando e menos amiguinhos do Slater empregados -- leia-se Kieren Perrow, Peter Mel, Pottz, Stryder e tchurminha (obs.: A Rosie Hodge pode ficar pra sempre).

Mas voltando ao Eugene, não o achei surfando mal, de forma alguma. Perdeu por detalhe, e se tivesse passado às quartas naquele mar de Kirra, provavelmente teria trucidado todo mundo até a final. E, como a próxima etapa é em Bells, onde ele é já venceu quatro (!) vezes e já fez seis (!) finais e é um dos francos favoritos, vou botar fácil o cara entre meus Top 10 do B Rankings.

ADRIANO DE SOUZA// B-RANKING 11 // WSL 09

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9º lugar na etapa, sem nunca ter realmente brilhado a ponto de eu o ver como finalista em nenhuma das baterias que assisti. Mas De Souza também não decepcionou, e surfou muito, muito bem no R4, quando perdeu pro tahitiano Michel Bourez e pro rookie nordestino Michael Rodrigues por meros 0.30 pontos. Uma rasgada a mais e teria ido pras quartas.

Mineiro é um dos caras mais competitivamente inteligentes do circuito, e com certeza está muito atento à troca da guarda que está acontecendo etapa a etapa, bateria a bateria nos últimos dois anos. E, com certeza, Adriano vai trabalhar pra evoluir nos detalhes que lhe darão mais alguns bons anos de vida no Tour (desde que ainda haja um Tour como conhecemos a partir de 2020, não é mesmo?)

Eu vejo Bells como uma onda mais alinhada com o surf de Mr. ADS do que Snapper, e anda não me esqueci de sua vitória no estado de Vitória (trocadilho escroto, mas não resisti, editor...) vencendo inclusive Jordy Smith na semifinal. Então, mesmo com o caminhão de rookies talentosos, world title contenders, queridinhos da WSL e o escambau, eu coloco Adriano de Souza aqui na portinha do top 10 desse B Rankings.

MICHAEL RODRIGUES // B-RANKING 12 // WSL 05

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Griffin, Michael e Tomas são os rookies que eu vou colocar aqui na parte de cima do meu ranking. Mas uma coisa importante que não devemos, apesar de toda a empolgação, esquecer: Snapper provavelmente era a melhor onda do Tour pro Michael Rodrigues e pro Tomas. Era a oportunidade deles começarem bem, levantar um seed pras próximas etapas e iniciarem o ano com moral perante os juízes e os adversários. E os dois foram lá e fizeram acontecer.

Bells já será um novo capítulo e uma onda totalmente diferente e bem mais complexa para quem não tem experiências anteriores. Mas Michael mostrou variedade de repertório, personalidade, velocidade e até um pouquinho de X-factor em algumas ondas. Fez bonito e, inclusive, mandou mr. Jordy Smith mais cedo pro vestiário com uma vitória realmente convincente no R3. Então estou otimista de que M-Rod também poderá fazer um bom papel na 2ª etapa da perna australiana.

PS: Uma coisa que eu admiro no Matt Biolos é o lance de ele apoiar os underdogs com potencial. Michael ainda não era praticamente ninguém no QS quando começou a surfar de ...Lost e evoluiu bastante desde então. A atitude da Mayhem é bem diferente da postura de uma Channel Islands, por exemplo, que eu não vejo apoiar surfistas lá de baixo. Congrats, Mr. Biolos.

TOMAS HERMES// B-RANKING 13 // WSL 03

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Má rapaz…. Mea culpa, confesso. Tomas era o rookie em quem eu menos apostava em Snapper. Aí o baixinho foi lá e meteu uma semifinal. Fez bons carves e, pra minha supresa, pegou bons tubos também. Nessa etapa ganhou de Joan Duru, Kolohe Andino, Mick Fanning e do Filipe Toledo. Nada, nada mal.

Curti também a vibe do cara, sempre feliz (meu cinismo me diria: também, tava ganhando...) e realmente curtindo o momento de estar debutando na elite do surf mundial não como convidado, mas como alguém que batalhou e conquistou o seu lugar.

Mas o ano é longo, cada etapa é uma nova batalha, e Hermes terá de fazer por merecer cada vitória e cada pontinho ganho em suas ondas. Segundo muita gente, levou uma garfada na semifinal contra Ace Buchan. Eu também achei. Mas paciência, não é? O cara é ao mesmo tempo estreante e brasileiro, então sempre vai tomar umas bordoadas da WSL, ainda mais quando competir contra os queridinhos.

Indo pra Bells, confesso novamente: não sei o que esperar de Thomas por lá. Mas como o cara tá com momentum após um 3º lugar, tô mantendo ele aqui por cima no B Ranking.

JOEL PARKINSON // B-RANKING 14 // WSL 13

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É, Joel... a vida não está fácil esses dias, não é? Quem lembra quando foi a última vitória de mr. Parkinson no Tour? Se não me engano, foi em 2012! Aquele que é aclamado como um dos foras de série do surf está há praticamente seis anos sem vencer uma etapa, mesmo contando com ondas feitas à mão pra seu surf, como J-Bay, Bells e sua querida Snapper Rocks. Joel perdeu no R1, passou fácil pelo americando Patrick Gudauskas (zzzzzz...) no R2 mas tomou uma dura e perdeu pro iniciante Colapinto no R3. Um 13º lugar e a certeza de que as coisas estão cada vez mais difíceis pra ele. De qualquer forma, Parkinson acaba de renovar seu patrocínio com a Billabong por mais alguns anos e vai poder em breve se aposentar com tranquilidade. Históricamente, ele é tido como favorito pra Bells Beach, mas a última vitória do cabra lá foi em 2011. Vou deixar ele aqui quietinho em 14º no B-rankings e avaliar como ele se comporta na 2ª etapa.

MICHEL BOUREZ // B-RANKING 15 // WSL 5

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Monsieur Bourez teve uma chance de ouro de conseguir um resultado incrível nessa 1ª etapa. Era meu favorito junto com Julian Wilson quando o campeonato migrou pra uma Kirra de gente grande. Le tahitien só não contava com o abusado Griffin, que pegou a melhor onda e único 10 do campeonato pra fazer sua mala e lhe mandar pra Bells com um 5º lugar que poderia ter sido uma final.

Mas Bourez não tem do que reclamar das quartas de final e Bells Beach também é uma onda afeita a seu surf de arcos fortes, apesar de que eu nunca tenha realmente me convencido de seu estilo e, principalmente, sua fluidez em ondas de linha. Há algo na transição de movimentos entre uma manobra com a seguinte no surf de Michel que, por vezes, me deixa achando que há algo errado, fora do lugar ou não encaixado. Mas é isso. 5º em Snapper, embalado pra Bells e em 15º no B-Rankings.

WADE CARMICHAEL// B-RANKING 16 // WSL 13

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Esse cara surfa bem em ondas pra direita. E não se provou ainda em tubos pra esquerda. Dejá-vu... Algum de vocês já ouviu essa retórica antes? Pois é, Wade é mais um australiano especialista em point breaks pra direita. O cara tem um dos arcos de frontside mais fortes do circuito e eu não vejo motivo pra ele não conseguir se estabelecer na elite. Em Snapper não me impressionou. Perdeu no R1. Ganhou um presente do Jessé Mendes no R2, quando o brasileiro cometeu um erro básico de rookie caindo na melhor onda da bateria. No R3 foi a vez do próprio Wade cometer seu erro de estreante, deixando um Adriano de Souza retomar a prioridade a menos de três minutos do fim, somente pra assistir o Capitão destruir a melhor onda da bateria, conseguir um 8.20 e seguir em frente. Mas como a segunda etapa é em Bells Beach (a onda que eu mais vejo calçar a chuteira do Wade), tô colocando ele aqui entre os 16 de cima e me preparando pra cobrar um ótimo resultado do cara por lá.

JEREMY FLORES// B-RANKING 17 // WSL 13

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J-Flores surfou bem na Goldie. Venceu Yago e Joel no R1 e, mesmo perdendo pro vice-campeão Ace Buchan no R3, teve boas ondas e algumas manobras bem poderosas e bons scores. Não curto algumas posturas do Jeremy, mas pelo menos ele é um cara com atitude e personalidades próprias, coisas cada vez mais difíceis de se encontrar em um surf profissional cada vez mais robotizado e menos “livre” para haver opiniões sinceras expressadas. Então, após seu triunfo em dezembro com a segunda vitória em Pipe (apenas exemplificando: John John Florence nunca venceu o Pipe Masters), um 13º não é um bom resultado. Mas pelo nível de surf que Jeremy mostrou em Snapper, um bom resultado não seria de maneira alguma uma surpresa pra mim em Bells.

FREDERICO MORAIS // B-RANKING 18 // WSL 13

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Uma pergunta que sempre me faço em relação a dois países no Tour: como é que a Indonésia e Portugal, com tanta onda boa em seus litorais, não têm mais representantes na elite do surf mundial? Mas isso é assunto pra outra conversa. Frederico é o único português no primeiro escalão, e fez bonito em 2017, fazendo final e terminando em um excelente 14º lugar no ranking. Sabe competir, é bem patrocinado e tem ótimo equipamento, mas perdeu no R3 pra um bem menos contundente (na teoria) Kanoa Igarashi. Agora, Kikas tem pela frente a etapa que abriu os olhos do mundo para seu surf, Bells Beach. Uma onda que é a cara dos pointbreaks que o gajo surfou a vida toda em sua casa. Então, mesmo o resultado em Snapper (13º) não tendo sido maravilhoso, mantenho Morais basicamente ao redor dos meus top 16 do B Rankings.

MATT WILKINSON // B-RANKING 19 // WSL 25

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Junto com John John, Wilko foi pra mim a maior decepção em Snapper. Pra quem não lembra, Matt foi finalista nessa etapa nos último dois anos. Ou seja, nos dois últimos Quik Pros Gold Coast, foi basicamente o cara a ser vencido. Então perder para um surfista limitado como Michael February no R2 e terminar o evento em 25º lugar só tem um nome: pesadelo. Vou dar um voto de confiança pra ele e atribuir esse resultado a uma péssima escolha de ondas. Matt surfa muito de backside, tem como coach Glen Hall -- que tem conseguido alavancar resultados para seus atletas -- e vai pra segunda etapa (que ele também já venceu no passado) com toda a necessidade do mundo em conseguir um bom resultado para afastar a depressão. Coloco ele aqui em 19º no B Rankings, bem acima do seu 25º atual lugar no ranking da WSL.

CAIO IBELLI // B-RANKING 20 // WSL 25

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Após vários anos surfando com as pranchas do brasileiro Xanadú, Ibelli começou o ano competindo com equipamentos de um outro fabricante, a Slater Designs. Os críticos apressados diriam que a troca de prancha foi a responsável pelo péssimo 25º lugar na Gold Coast. Eu prefiro apontar os detalhes na escolha de ondas em um R2 em Snapper Rocks pequeno, meio mexido e com muito poucas oportunidades. Mais um motivo pras minhas críticas nos calls apressados de Kieren Perrow para acelerar os eventos (e talvez economizar pros cofres da WSL). Se há dez dias na janela pra um evento, porque não utilizar a coerência, ainda mais quando as previsões de ondas estão boas por toda a janela? De qualquer forma, a próxima etapa é uma queridinha pra Caio, que sempre surfa muito bem e já fez final em Bells no passado. É hora de sacudir a poeira e buscar o primeiro resultado bom do ano.

WILLIAN CARDOSO // B-RANKING 21 // WSL 13

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O surf pé pesado do William me preocupava para Snapper. Ainda mais com as condições que haviam, com muitas seções de onda moles e deitadas, que com certeza não ajudam um cabra que aparenta pesar perto de 100 kg. Mas por outro lado, eu sei que Cardoso é de Balneário Camboriú, e sabe surfar onda fraca. Enfim, em termos de performance, achei que o Panda surfou bem na Gold Coast. Perdeu mais por inexperiência e escolha de ondas ruim que por falta de surf. Indo pra Bells, uma onda em que ele já disputou o CT e venceu Kelly Slater num dia clássico, eu boto fé no grandão, ainda mais se o forecast estiver robusto. E, quem sabe, uma quarta de final em Bells seria um ótimo resultado pra subir seu seed e facilitar um pouco o caminho do rookie mais pra frente no ano.

CONNOR O'LEARY // B-RANKING 22 // WSL 13

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O'Leary venceu fácil sua bateria no R1 contra Seabass e Wade, pra ser atomizado no R3 por um Michel Bourez a caminho de uma quarta de final. Connor surfa bem de backside, e, apesar de não ter tido um bom resultado e não ter mostrado nada de novo em Snapper (aliás, pouquíssimos mostraram), também não foi uma decepção total por ter feito um R1 convincente. É mais um goofie que pode surfar bem em Bells e quem sabe fazer um resultado por lá.

JOAN DURU // B-RANKING 23 // WSL 25

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Joan surfou bem em Snapper, na minha opinião. Perdeu no R2 pra um inspiradíssimo Tomas Hermes, que achou duas raras direitas abrindo até o inside pra marcar excelentes 14.93 pontos e despachar o francês pra Bells mais cedo. Com seus 12.17 pontos nessa bateria, o local de Hossegor teria vencido praticamente metade das baterias do segundo Round. Duru surfa com muita pressão, principalmente de backside, não tem medo de onda forte e pode surpreender em Bells Beach se encontrar as ondas certas. E vai precisar, pois iniciar com um 25º lugar na primeira etapa não é legal pra ninguém.

KOLOHE ANDINO // B-RANKING 24 // WSL 13

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Não, não, não. Não mesmo. Não estava nos planos da Red Bull, do Mike Parsons, do Dino Andino OU do Kolohe perder na primeira etapa do ano no R2 para um pouquíssimo conhecido, baixinho estreante from Brazil. Mas na prática foi isso que aconteceu. No planejamento de Andino pra 2018, com certeza estava a tomada do Top 5 e, quem sabe, uma chance na corrida pelo título mundial. Um 13º não é o fim do mundo, mas pra quem tem aspirações altas no Tour, a luz amarela com certeza acendeu e vai exigir um esforço muito grande por um bom resultado em Bells para que todos aqueles sonhos de grandeza não se tornem um pesadelo.

CONNER COFFIN// B-RANKING 25 // WSL 13

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Conner é o surfista com o surf mais horizontal do circuito. Até o rei dos cutbacks, o tiozinho Joel Parkinson surfa com mais verticalidade que o americano. Com ele é só repetição contínua de rasgada, layback e “power hacks”, como o Peter Mel e o Martin Potter tanto amam endeusar. Ainda assim, no R2 Conner venceu um dos surfistas mais radicais, verticais, imprevisíveis e incensados do surf no momento, o brasileiro Yago Dora. Como? Com uma escolha muito superior de ondas e utilização inteligente da prioridade na bateria.

Aí na fase seguinte levou uma escovada do herói local Mick Fanning exatamente pelo mesmo motivo. Já deu para ver meu ponto de vista? As condições em Snapper em 2018 estavam favorecendo muito quem tinha a melhor escolha de ondas, e nessa perspectiva o inexperiente Yago perdeu pro mais experiente Conner que perdeu pro master local. Agora Coffin vai pra Bells, que provavelmente é a melhor onda pra ele em todo o circuito. Mas eu não boto fé nesse cara, mesmo em ondas de linha pra direita no padrão Rincon, que é a especialidade dele. Não vejo mais espaço pra grandes resultados pra um cara que tem um repertório de manobras tão limitado.

SEBASTIAN ZIETZ // B-RANKING 26 // WSL 25

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Seabass foi, mais do que nunca, Seabass. Por que eu falo isso? Porque mesmo sendo um dos surfistas com mais possibilidades em seu surf (é muito bom de aéreo, de manobras de borda e de tubo em qualquer tamanho de onda), chega na hora da bateria e Sebastian dá branco, cai em manobras simples, escolhe ondas ruins. Zietz surfou mal no R1 e no R2. Perdeu em 25º lugar. Aí nos dias seguintes foi o maior destaque no freesurf. Assisti vários vídeos das sessões de surf nos arredores do evento durante o dia das finais e me arrisco a dizer: foi quem melhor surfou e quem pegou as melhores ondas e melhores tubos na Gold Coast inteira. Esse é o Seabass que a gente conhece e (não) confia! Nessa linha, não fiquem surpresos se ele fizer a final em Bells...

JESSÉ MENDES // B-RANKING 27 // WSL 25

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25º lugar na Gold Coast foi um péssimo resultado de estreia no Tour para um Jessé Mendes com um monte de expectativas para 2018. Jessé surfa muito e já era para ter se classificado para a elite há um bom tempo. E é um competidor experiente, por isso foi difícil pra mim assistir sua bateria no R2 quando foi eliminado pelo australiano Wade Carmichael por pouco mais de meio ponto de diferença.

Aliás, corrigindo: Jessé foi eliminado pelos seus erros. Primeiro, embicando de bobeira na volta da 4ª manobra de sua primeira onda, que ainda assim foi uma nota 7 e a melhor da bateria. Ele deve estar remoendo isso até agora. E depois em passar os 30 minutos restantes pra tentar fazer uma nota 4 e pouco que seria suficiente pra vencer, ter surfado 7 ondas e não ter escolhido uma com potencial suficiente pro score necessário.

No CT, cada onda e cada pequeno detalhe fazem a diferença, muitas vezes, entre um 25º lugar e uma quarta de final. Então, que Snapper sirva de alerta para Mendes. Tantos anos lutando pra se qualificar pro primeiro escalão não podem ser desperdiçados por erros bobos em baterias, em hipótese alguma. O preço pode ser muito caro.

KANOA IGARASHI // B-RANKING 28 // WSL 09

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Não escondo de ninguém que não admiro o surf de Kanoa, que eu não considero de nível pro CT. Mas sendo bem honesto, ele é um dos moleques que mais tem evoluído sua performance, ainda mais quando sabemos que ele ainda tem apenas 20 anos. Um 9º lugar na primeira etapa não é ruim de forma alguma, principalmente quando caras como John Florence e Gabriel Medina não passaram de 13º. Igarashi tem sobrevivido no Tour graças a ótimas escolhas de estratégia em baterias (mesmo ainda bem novo), auxiliado demais pelo suporte de seu coach Jake Patterson, que tem feito um bom trabalho com vários tops. Se continuar assim, pode construir uma carreira na elite. Não consigo ver o rapazinho sendo destaque de forma alguma em Bells (a não ser que o mar esteja muito pequeno), por isso estou mantendo ele aqui na parte de baixo do meu B Rankings (mas acima do Yago e do Ian, pra ser justo com o resultado e a performance do nipo-americano).

IAN GOUVEIA // B-RANKING 29 // WSL 25

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Ian cometeu duas falhas em sua estratégia em Snapper Rocks que lhe fizeram conseguir apenas um 25º lugar.

Escolha de ondas ruim, com pouco potencial de contundência ou conexão para a última seção da onda, que estava proporcionado mais uma ou duas manobras (e aquele pontinho a mais que faria a diferença).

E em alguns momentos surfou muito usando o fundo da prancha em suas manobras, o que diminui o potencial de notas, ainda mais nesse novo momento de escala de julgamento com a chegada do novo Head judge Pritamo Ahrendt.

Ian tem de focar muito agora, pois recebeu uma oportunidade de ouro ao ser convidado a competir novamente na elite em 2018, um pouco graças a sua excelente performance em Pipeline em dezembro. Mas oportunidades não caem do céu todo dia, e este ano, mais experiente e maduro, tem de ser seu ano de consolidação como um cara do CT.

YAGO DORA // B-RANKING 30 // WSL 25

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Ai, ai, ai… Vamos lá. Yago era um de meus favoritos para deixar uma ótima impressão na Gold Coast. Desde a entrada em cena da “geração” Medina, Toledo e John John, o mundo não via uma chegada de rookies com expectativas tão altas como a de 2018. Jessé Mendes também, mas principalmente Griffin e Yago chegaram com nomes já bem feitos e um buzz enorme em relação a seus potenciais presentes e futuros. E minha sincera opinião sobre a performance do filho do Leandro em Snapper Rocks? A técnica estava lá. A capacidade de colocar a prancha com facilidade em qualquer ponto da onda, também, além da diversidade de repertório e modernidade. Mas faltou power. Eu assisti a mais força e pressão em uma única onda do Ítalo (pra ser mais exato, em sua primeira onda do R1), do que em todas as que vi surfadas pelo Yago no evento inteiro. Esse fator, aliado a uma escolha de ondas inexperiente, relevou o talentosíssimo brasileiro a um 25º lugar na etapa e a um claro gosto de quero mais pra Bells Beach. Acompanharemos de perto.

EZEKIEL LAU // B-RANKING 31 // WSL 25

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Zeke Lau em números na Gold Coast:

Score das duas melhores ondas do R1: 4.57 pts; Score das duas melhores ondas do R2: 9.90 pts; Total: 14.47 pts; Dividindo por quatro ondas, dá uma média de 3.6 por onda.

Desse jeito, amigo, você não ganha nem baterias do QS. Espero que o treinador do Zeke, Jake Patterosn, tenha feito essas contas também e lhe dê uma boa puxada de orelha pra acordar e encarar Bells Beach com outra abordagem, pois esse Tour não aceita mais surfistas com scores regularmente abaixo de 4 pontos.

LEONARDO FIORAVANTI // B-RANKING 32 // WSL 25

Leo, sabideeeenho…. Que malandragem foi aquela na bateria com o Medina no primeiro round, hein? Remadinha marota pra na hora H ficar por trás no drop e colocar o brazzo em interferência na primeira onda surfada na bateria? Gostei! Acho que esse tipo de situação dá um tempero a mais pra um evento, e é assim que muitas rivalidades são construídas. Surf competição é faca na caveira, meus amigos, então desde que as coisas aconteçam dentro das regras, pra mim vale tudo. De bons e adoráveis garotos, só pra exemplificar, o surf americano está cheio. Já no CT... Aí no R2, Medina veio com sangue escorrendo pelo canto da boca, não cometeu mais erro de proridade e escovou o italiano. Nada mais natural, níveis de talento bem diferentes entre os dois. 25º lugar pra Leonardo, que vai ter de correr atrás em Bells pra não começar a pensar novamente em salvação pelo QS logo na primeira perna do ano.

PATRICK GUDAUSKAS // B-RANKING 33 // WSL 25

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Ainda bem que a segunda etapa também é na Austrália, porque Patrick Gudang tomou uma atropelada tão pesada em sua derrota para Joel Parkinson no R2 que, se tivesse de voltar pra casa após o evento, ainda estaria tão confuso pelo acidente sofrido que teria perdido o rumo de San Clemente. Pat é um surfista limitado. Até que consegue ser progressivo de vez em quando, mas ele tem um tique nervoso de mexer a prancha antes de emendar uma manobra na outra que me torra a paciência. É um cara de bom nível de surf para o padrão atual da Califórnia, mas não pra elite mundial.

PS.: Até hoje, eu e muita gente não conseguimos engolir aquela palhaçada do roubo na bateria de seu irmão Tanner Gudauskas contra Gabriel Medina em Trestles em 2016, que foi quando o primeiro título mundial de John Florence começou a ser definido. Só quem defendeu aquele resultado foram duas pessoas: Kelly Slater e Richie Porta. Então, infelizmente pra ti, Pat, eu fiquei com um ranço guardado, e por isso vou tomar todo o cuidado em ser muito crítico contigo esse ano inteiro.

KELLY SLATER // B-RANKING 34 // WSL 25

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Não sei se o Kelly vai competir em Bells, pois, segundo ele, está com o pé machucado. Não tenho por quê não acreditar. O que eu NÃO aceito é a postura, mais uma vez babaca, egoísta e egocêntrica do 11 vezes campeão mundial.

Ele não apareceu pra competir no R1. Ninguém sabia sequer se ele estava na Austrália! Aí ficou mandando recadinho em rede social, “na dúvida” se iria aparecer para disputar a repescagem no R2. Amigos, se você é um atleta de ponta como Kelly Slater, você sabe se vai ou não disputar um evento com um mínimo de antecedência. A WSL correu o risco de não chamar o wildcard Michael February (ou qualquer outro), caras que dariam tudo pra poder disputar uma etapa da elite do surf profissional, simplesmente porque o REI não se digna a se posicionar quando não quer.

E por favor, não me venham com essa de que o Slater é o Slater e tudo pode. Não é assim que a vida funciona. Cada vez mais me convenço que já passou da hora do Kelly se aposentar, apesar de que, como todos sabem, é ele quem vai continuar ditando os rumos da WSL por trás dos panos.