B RANKINGS // França

 

Texto: James b

fotos: WSL

Pra quem ainda não conhecia, esse é o B RANKINGS, o ranking alternativo e nem sempre imparcial do James B, o colunista underground e anônimo da MOIST. A ideia é bem simples: "a cada etapa do CT eu analisarei cada competidor e emitirei minha opinião baseada na performance dos caras no evento e sua colocação no ranking WSL e criarei a minha versão subversiva do ranking WSL".

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Oh, la la!!! Vive la France!

Terra de Paris, da Tour Eiffel. Terra da baguete, do vinho nacional de qualidade, do queijo Camembert. Terra do topless ao lado do palanque, terra de Napoleão, Joana D´arc, Museu do Louvre, do Paris Saint German e Neymar Júnior! Aliás, ao mesmo tempo em que rolava a final masculina da WSL, assisti ontem (um olho no surf, outro no campo) ao jogo do PSG x Dijon, com Neymar e cia. limitada. Jogo ruim (mestre Julio Adler, também especialista em futebol, não aprovaria com certeza). Partida chata, com muito passe errado e gols perdidos e uma vitória sofrida no final do segundo tempo pro time do boleiro amigão do Gabriel Medina. Às vezes não dá pra deixar de comparar nosso surf com outros esportes. O jogo do PSG me lembrou em partes essa etapa da WSL: o estádio estava lotado, bem como as areias de Hossegor. Atletas de alto nível. Boa transmissão ao vivo.

Contudo, o lado business dos dois esportes está em níveis bem diferentes. Como muito bem pontuou João Valente em sua última coluna na Moist, o surf profissional se revelou um esporte muito complexo de se monetizar. Enquanto jogadores ganham fortunas em salários e patrocínios e o futebol movimenta milhões até em suas ligas inferiores, a performance da elite do surf mundial não consegue se viabilizar nem encontrar um formato comercializável como outros esportes, pelo menos por enquanto. Mais c´est la vie...
Voltando à etapa francesa:

Eu adoro o CT da França. Ali não tem tédio. Já surfei naquela região inteira, e a realidade é exatamente como aparenta ser na transmissão: o surf é imprevisível, as condições mudam radicalmente com as trocas de maré e geralmente os surfistas mais hábeis em se adaptar a diferentes condições costumam se dar bem. Que o digam Medina e John John, que vem dominando Hossegor nos últimos anos e já entram na etapa com uma confiança e uma vantagem clara.

Medina venceu. Nenhuma surpresa. Ele é o surfista com melhores resultados em Hossegor nos últimos anos e era uma aposta bem certeira. Assim como é certa a dificuldade do agora vice líder do ranking, Jordy Smith, em brilhar quando sai do esqueminha pointbreak pra direita. A etapa acabou sendo um ótimo negócio pro John John, que arriscou muito mais que o sul africano em suas baterias, assumiu a ponta do ranking e vai pra Portugal embalado, enquanto Jordy deve estar com algumas dezenas de pulgas francesas atrás da orelha repetindo sem parar: “FUDEU!”. Queridos leitores, me perdoem a palavra feia, mas não há nada melhor pra descrever o que Jordy deve estar sentindo no momento, com o nível de pressão subindo pra um patamar difícil de aguentar. E falando em aguentar... Tem três coisas nesse Tour que je ne suporte plus: Richie Porta e os desvios no julgamento. E os comentaristas Martin Potter e Ronnie Blakey. Acho que o Ronnie é o comentarista da WSL que mais desgosta dos brasileiros e não faz nenhum esforço para disfarçar. E Potter, além de ser cada vez mais previsível e sem renovação nos comentários, também não esconde que gosta de puxar a brasa pra longe da Brazilian Storm.
Mas como não vai ser o humilde James B que vai fazer a WSL mudar em nada, nem vou perder tempo e entrar em detalhe sobre esses caras. Vamos ao que interessa, nosso B RANKINGS pós-Hossegor:

 

gabriel medina // filipe toledo // john john florence // jordy smith // adriano de souza // owen wright // ítalo ferreira // matt wilkinson // julian wilson // frederico morais // mick fanning // joan duru // jeremy flores // sebastian zietz // michel bourez // kolohe andino // caio ibelli // ace buchan // wiggolly dantas // connor o'leary // joel parkinson // jadson andré // kanoa igarashi  // ian gouveia // ezekiel lau // conner coffin // miguel pupo // jack freestone // leonardo fioravanti // josh kerr // stuart kennedy // ethan ewing // bede durbidge // kelly slater

 

GABRIEL MEDINA // B-RANKING 01 // WSL 03

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As 3 etapas do Tour que o Gabriel Medina absolutamente domina: Tahiti, Fiji e França.

A capacidade de se adaptar a qualquer condição de surf em pouco tempo e surfar em alto nível é uma característica dos melhores entre os melhores. Campeões mundiais são assim. E nesse aspecto Medina é um case que poderia servir de exemplo pra uma tese de especialização em esportes radicais que usasse o surf como fundamentação teórica. A habilidade em se posicionar e reposicionar constantemente nas valas que mudam o tempo todo em Hossegor, fazendo ajustes finos em tempo real nas baterias, aliado a um surf completo (borda/tubos/aéreos) fez de Gabriel o cara a ser vencido na França.

Medina competiu bem, arriscou quando foi necessário e conquistou uma vitória que, na minha opinião, foi mais importante pra ele do que quaisquer pontos no ranking ou dólares em premiação. Medina é um surfista que precisa de momentum pra encaixar em um trilho vencedor como fez em 2014, e a confiança readquirida após o triunfo em Hossegor pode tranquilamente levar Gabriel novamente ao pódio em Portugal. Alguém duvida?

Encerro reformulando o parágrafo final da minha análise sobre Medina no B Ranking pós-Trestles:
- World Title em 2017: alguma chance. Me perguntem novamente depois de Portugal...

john john florence // b-ranking 02 // wsl 01

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John John fez o dever de casa na França. Bem assessorado por seu treinador Ross Williams, o galego aproveitou muito bem a pisada de bola de seu concorrente direto ao título da temporada pra saltar à frente do ranking e marchar pras duas últimas etapas do Tour (a segunda, em casa, em Pipeline) como franco favorito pra conquistar o bi-campeonato mundial de surf profissional.

E mais do que isso: Florence está se consolidando como um surfista constante, competitivo e que consegue navegar pelos altos e baixos do ano se mantendo sempre ao redor da liderança. Perguntem a caras como Joel Parkinson, Kelly Slater e Mick Fanning se não é essa uma das principais habilidades a ajudar a vencer títulos mundiais...

Se continuar dessa forma, com os Medinas, Toledos e Jordys do Tour penando pra conseguir ter um ano razoavelmente consistente, John John vai se credenciar (ainda mais) frente ao público, mídia e comissão técnica da WSL como o sucessor de Slater e Fanning no quesito de acumulador de títulos mundiais (sou torcedor verde e amarelo até o pescoço e não fico muito feliz em ter de escrever isso, mas essa é a realidade atual).

sebastian zietz // b-ranking 03 // wsl 11

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Vida de colunista que escreve sobre surf competição pode ser um pé no saco tantas vezes... Pra se tornar um “jornalista” especializado e capaz de escrever sobre o assunto com um mínimo de qualidade, são necessários anos e anos acompanhando o Tour, assistir horas, horas e horas de baterias, leituras em revistas, vídeos, etc... Tudo isso para se sentir seguro em tentar escrever prognósticos os mais certeiros possíveis, e... errar feio! E levar vaia da audiência. Não é um mundo muito injusto conosco? Mas às vezes, meus caros leitores... Às vezes a gente acerta. Vejam minha análise sobre o Seabass no último B Rankings:

“Tem surfe para vencer qualquer uma das etapas do Tour, mas ao mesmo tempo pode perder em último em todas” e “É bom de beachbreak e pode dar trabalho na Europa.”

Resultado? Finalista em Hossegor, surfando muito bem o campeonato inteiro e fazendo meu final de semana de colunista muito mais feliz. Subiu 4 posições no ranking WSL e pode terminar o ano entre os top 10. Go, Zietz!!

filipe toledo // b-ranking 04 // wsl 08

Vou copiar e colar do meu Facebook um comentário que eu fiz algumas semanas atrás (e que inclusive chateou a família Toledo, mas não fiz por maldade), e que pra mim resume bem essa etapa e o ano 2017 de Filipe:

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Filipe Toledo 2017:
- Rio: interferência no Kanoa Igarashi; meltdown;
- Fiji: suspenso;
- J-Bay: vitória acachapante;
- Us Open: interferência no Kanoa 2.0;
- Tahiti: derrota pro Ethan Ewing, com prioridade a 1 min e 30 seg do fim e deixando o aussie pegar a onda da vitória;
- Trestles: vitória acachapante;
- França: se machuca brincando com a filhinha e perde precocemente;
- Portugal: vitória acachapante???

Talvez, além da tatuagem do leão de J-bay, Toledo poderia fazer também a de uma esfinge: "decifra-me ou te devorarei".

Ainda não sei a previsão de onda para Portugal, mas se o mar estiver esquema beachbreak de alta performance e Filipe estiver 100% na parte física, ainda é um dos meus favoritos. Vou me arriscar e colocar Toledo em 4º nesse B Rankings.

mick fanning // b-ranking 05 // wsl 12

Gostei do Mick na França. O australiano tradicionalmente é um cara de peso nessa etapa, mas ao invés de assistir “o mais do mesmo de sempre”, foi bem divertido ver o tricampeão mundial -- com uma carreira já totalmente consagrada e que poderia tranquilamente se aposentar a qualquer momento - mostrar frescor e juventude num tipo de condição mais afeita à nova geração.

Ao invés do “tradicional” Mick Fanning padrão, gostei de ver uma tomada de iniciativa por manobras progressivas, arriscando e mandando (e completando) alguns aéreos e rabetadas moderninhas. Claro que não mesmo nível dos Toledos e Johns, mas aliando a consistência e experiência de baterias, o trintão Fanning fez uma ótima etapa e vai embalado pra Portugal.

O lado não tão bom foi perder de combination pesada nas quartas de final pra John John, o que só me faz lembrar de minha recente coluna pra Moist.

jordy smith // b-ranking 06 // wsl 02

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Jordy, Jordy, mon ami!! Quest´ce que c´est passé??

Não se ganha título mundial perdendo pra wildcard na reta final do circuito. Monsieur Smith poderá ter de pagar um preço alto pela derrota pro francês Marc Lacomare no Round 3 em Hossegor. Poderia ser pior? Sim, podia: perder no Round 2 e John John ter ganho a etapa. Mas ainda assim, francamente...

Pra sorte do sul africano, Gabriel Medina parou Florence na semifinal e Jordy ainda tem muita chance de ser campeão mundial em 2017, mas uma atitude mais agressiva e vencedora vai ter de ser tomada nas duas últimas etapas. Arriscar mais e agir como um legítimo campeão é a chave para o sucesso nas próximas semanas que serão cruciais para os sonhos de grandeza do grandão de Durban.

ADRIANO DE SOUZA // B-RANKING 07 // WSL 07

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Resultado muito ruim pro Adriano. Perder no Round 3 pra Miguel Pupo com certeza não estava nos planos do Mineiro, que provavelmente não tem mais chance de título esse ano.

Mas eu mantenho o B Ranking de Monsieur De Sousa alto ainda, pois conhecendo o perfil competitivo do cara, um segundo resultado ruim na Europa – ainda mais em Portugal onde ele inclusive já venceu - seria um ponto muito fora da curva.

kolohe andino // b-ranking 08 // wsl 10

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E olha aí: Kolohe Andino mostrando pro James B que ele não entende tanto assim de surf não... Detonei o americano no último B Rankings, e o que ele faz em seguida? Semifinal na França. “CHUPA, James B!”

E foi isso mesmo. Depois de um péssimo 25º em casa, em Trestles, Andino veio comendo pelas beiradas em Hossegor e arranjou um excelente terceiro. Semifinal na França não poderia ser um motivador melhor para o ianque, que vai pra Portugal com a confiança em dia. E dentro dos Top 10 (que aliás, em minha opinião é o teto de onde Andino pode chegar no Tour – CHUPA de volta, Kolohe!).

OWEN WRIGHT // B-RANKING 09 // WSL 04

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Um 9º lugar não era o resultado que o Owen esperava na França. Mas também não foi assim tão desesperador, perdeu pro finalista Seabass que estava em Curinga Mode total nessa etapa.

O big guy agora precisa chacoalhar o esqueleto e ir com tudo pra Portugal (e torcer por um forecast com altas ondas) pra manter alguma esperança ainda viva para o #TeamWright em Pipeline.

miguel pupo // b-ranking 10 // wsl 27

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Miguel Pupo, mon frère... Não tenha dúvida alguma: eu, os juízes, teus colegas brasileiros de Tour e provavelmente TODA a torcida brasileira AMAMOS te ver com energia nessa etapa. Eu mesmo não pude conter meus suspiros de alívio com as tuas comemorações de finalização de onda, batendo no peito com força, raiva e ao mesmo tempo mostrando o que parecia um desabafo após um ano de resultados ruins e muito aquém do que você é capaz de fazer.

Se essa emoção e raça se mantiverem pra Portugal, porque não mirar em um outro bom resultado? Miguel subiu algumas posições no ranking com as quartas de final em Hossegor. Ainda longe da zona de classificação pra 2018, mas só pela mudança de atitude já subi o garoto no B Rankings. Tem de ser assim o ano inteiro, Miguel!

joel parkinson // b-ranking 11 // wsl 09

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Praia de Hossegor, França, outubro de 2017. Quartas de final, quarta bateria da fase. Gabriel Medina x Joel Parkinson: resultado: Medina 15.20 pts x Joel 1.20 pts.

Deu branco geral no Parko? Passou a noite tomando vinho francês e a ressaca bloqueou qualquer atividade cerebral competitiva? Tirem suas conclusões, mas pra mim ter visto John e Medina desmontando Mick e Joel nas quartas foi mais uma confirmação da troca da guarda chegando.

De qualquer forma, 5º lugar foi um bom resultado pro australiano que vai pra Portugal nos top 10 do ranking WSL. Mas não no top 10 do B Rankings.

matt wilkinson // b-ranking 12 // wsl 05

Wilko, my mate... Me solidarizo com você nessa etapa. Perder pro Nat Young por 0.30 pontos na França deve ter machucado demais. Nada que uma farra pesada no Rock Food de Hossegor não consiga fazer esquecer pelo menos por alguns dias enquanto a ressaca vai embora, não é?

Matt caiu uma posição no ranking da WSL e ainda é um Top 5 de respeito, mas título mundial em 2017 c´est fini. Ou alguém consegue imaginar esse rapaz engatando uma 3ª marcha em Portugal e em Pipe, acelerando tudo e ultrapassando as Ferraris de John John e Medina nas duas últimas etapas do ano? Eu não consigo.

caio ibelli // b-ranking 13 // wsl 19

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9º lugar na França não foi de todo mal pro Caio. Deu uma subidinha no ranking e está dentro dos Top 20. Se fizer mais um resultado semelhante ou melhor em Portugal praticamente está garantido pra 2018. Caio já se deu bem em Supertubos e tem tudo pra ter um bom resultado.

Mas o ponto principal é: Ibelli precisa elevar seu game na WSL. Um rookie of the year em um ano pode tranquilamente estar fora do CT no ano seguinte se não continuar evoluindo seu surf e seu know how de competição. É hora de focar nas duas últimas etapas, concluir o ano com a missão cumprida e planejar de verdade sua pré-temporada pro ano que vem.

joan duru // b-ranking 14 // wsl 16

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Duru quase fez as honras da casa. Parecia que ia ser o melhor resultado do francês na etapa, estava surfando muito bem e encaixado na vala que conhece tão bem, mas pegou um Fanning focado nas oitavas e saiu de Hossegor com um 9º lugar.

Ainda acho que o Francês tem nível de surf pra elite. Fez duas quartas de final este ano, e se conseguir um bom resultado em águas lusitanas pode ir pro Hawaii relaxado e quem sabe fazer um encerramento de ano honroso em Pipe, pois o cara é bom de tubo.

JEREMY flores // b-ranking 15 // wsl 18

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Jeremy estava em casa, e o que conseguiu arrumar foi um 13º lugar, surfando muito bem mas perdendo para Fanning numa bateria em que foi muito prejudicado pelo julgamento. Assistam o Heat Analyzer no site da WSL. Mick NÃO ganhou do Flores, mas levou dos juízes. E viva a subjetividade do julgamento no surf profissional!

Em 18º no ranking, Jeremy tem de dirigir de farol acesso em Portugal e em Pipe. Dois deslizes podem gerar um problema na carreira do francês das Ilhas Reunião.

frederico morais // b-ranking 16 // wsl 13

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13º em Na França, 13º no ranking do CT. Caminhando pra ser o rookie of the year em 2017.

Se eu me empolguei com o surf do português em Hossegor? Pas du tout!

Vamos ver como Kikas se sairá em casa, em Supertubos.

ÍTALO FERREIRA // B-RANKING 17 // WSL 23

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Queimei minha língua com o Ítalo. Eu esperava MUITO mais dele na França, pois as condições de onda estavam muito bem afinadas com o surf do local de BF.

Agora, após um 25º lugar em Hossegor e nenhum resultado razoável nas últimas 4 etapas - na 23º posição no ranking da WSL - Ferreira precisa demais de uma ótima apresentação em Portugal, ou é melhor começar a pensar em escrever aquela cartinha de solicitação de wildcard por lesão para o ano que vem pra mandar pro Renato Hickel com uma certa antecedência...

julian wilson // b-ranking 18 // wsl 06

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Julian parece sofrer da mesma Síndrome da Inconsistência Competitiva que ataca vários Tops da elite, e essa síndrome é justamente o problema que muitas vezes afasta um surfista talentoso de se tornar um World Title Contender (como diria o Peter Mel).

Vejam os resultados de Jules nas 5 últimas etapas:

Fiji: 5º; J-Bay:3º ;Tahiti: 1º (comentário geral: chegou a vez do Julian ser campeão mundial). E aí Julian engasga:
Trestles: 9º e França: 25º -  e mais um ano sem Título Mundial. E acredite, Jules, as coisas não vão ficar mais fáceis nos próximos anos.

MICHEL bourez // b-ranking 19 // wsl 17

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Que 3º round terrível teve Bourez nessa etapa. O somatório de suas duas melhores ondas em 30 minutos de bateria em boas ondas em Hossegor ficou em 5.73 pontos. Acho que até eu ganharia do Michel nesse dia.

Agora é hora de reagrupar, esquecer a França e tomar uns Red Bulls pra chegar em Portugal mais pilhado e esperto.

ian gouveia // b-ranking 20 // wsl 25

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Cara, Ian foi uma pena nessa etapa... Estava surfando BEM e perdeu no Round 3 pra um Joel Parko por alguns detalhes: a tradicional boa vontade dos juízes com o surf horizontal e sem criatividade do australiano, somado a um aéreo do Ian com alto grau de dificuldade e que poderia ser mais valorizado.

Mas além disso Ian também caiu antes de finalizar sua segunda nota na bateria, e são pequenos erros que fazem a diferença entre vencer ou não uma bateria contra caras mais famosos no CT. E nesse Tour, vencer uma bateria e avançar mais uma fase pode significar pontos fundamentais no ranking, dinheiro na conta e continuidade na carreira.

ace buchan // b-ranking 21 // wsl 14

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Perdeu no round 3, mas está numa posição confortável no ranking e garantido pro ano que vem com dois ótimos resultados neste ano (um 2º no Rio e um 3º em Trestles). Pelo jeito vou ter de continuar comentando sobre o Ace em 2018...

Thanks for nothing, WSL.

wiggolly dantas / b-ranking 22 // wsl 22

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Wiggolly não se dá bem na França. Acho que a inconsistência e a variação do beachbreak em Hossegor não faz bem ao príncipe de Ubatuba.

Perdeu no round 2 com uma pontuação bem baixa, basicamente pela escolha de ondas muito inferior à do adversário Bede Durbidge. E se tenho leitores australianos na Moist, me perdoem, mas pelamor de Deus... AONDE Bede é melhor surfista que Wiggolly?

Com o 25º lugar na França, Dantas caiu uma posição no ranking e está na perigosa e incômoda 22ª colocação. Sinal amarelo! Um bom resultado em Portugal é fundamental para evitar uma dor de cabeça grande indo pro Hawaii dependendo de resultados em Pipe pra se manter na elite em 2018.

jadson andré // b-ranking 23 // wsl 30

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Um 25º em Hossegor não era de forma alguma o que o Jadson precisava nesse momento do ano e da carreira.

Em 24º lugar no ranking do QS, pelo jeito a perna havaiana vai ser mais uma vez questão de vida ou morte pro gente fina de Ponta Negra.

connor o'leary // b-ranking 24 // wsl 15

Como eu havia previsto no último B Rankings, Connor não arrumou nada na França.

kanoa igarashi // b-ranking 25 // wsl 24

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Depois de um 5º lugar em Trestles, voltou pro Kainoa Mode e não passou do 25º na França. Está garantido na elite pro ano que vem via WQS, então nem vou perder muito tempo com ele nesse B Rankings.

 

conner coffin // b-ranking 26 // wsl 21

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Pra ser um dos americanos mais valorizados pela mídia internacional, não passou do 9º lugar em nenhuma etapa esse ano. Está em 21º no ranking e se bobear cai pro QS ano que vem. E eu não morreria de tristeza de forma alguma.

ezekiel lau // b-ranking 27 // wsl 25

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Ô vida dura, hein, Zeke?

Numa semana ganha o QS Prime em Cascais. Na seguinte, toma um tranco e um choque de realidade com um 25º em Hossegor. Na real, a vitória no QS em Portugal com 10.000 pontos no ranking do qualifying series provavelmente foi a melhor coisa que aconteceu na vida do havaiano em 2017.

bede durbidge // b-ranking 28 // wsl 20

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No comments. E ainda ganhou do Wiggolly, ô gringo safado.

jack freestone // b-ranking 29 // wsl 30

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25º em Hossegor. 30º no ranking. Ou acontece um milagre nas próximas 2 etapas ou Mr. Freestone vai passar o ano de 2018 curtindo duas coisas: a paternidade e o Tour WQS.

leonardo fioravanti // b-ranking 30 // wsl 32

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Eu apostava mais em Fioravanti na França. Mas pegou um Medina em ritmo de campeão e ficou pelo Round 3.

WQS 2018?

josh kerr // b-ranking 31 // wsl 35

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Kerrzy??? ZZZZZZZZ

stuart kennedy // b-ranking 32 // wsl 33

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Stu, o que é que eu faço com tu??

ethan ewing // b-ranking 33 // wsl 34

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Não passou do Round 3 nenhuma vez em 2017. Resultado? 34º no ranking e um longo ano de 2018 no QS. Mas é jovem e deverá se requalificar pelo ranking de acesso, inclusive porque eu acredito que um ano de CT eleva o nível de surf de qualquer um.

 

kelly slater // b-ranking 34 // wsl 27

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Ouvi rumores de que pode voltar em Portugal. Então é minha incógnita da semana.