Reflexões pré Pipe

 

A (possível) próxima grande rivalidade e os cartas selvagens

 John John Florence. Foto WSL

John John Florence. Foto WSL

A triagem para Pipe acabou faz alguns minutos e seu resultado aumentou ainda mais a tensão que antecede a decisão do título mundial aqui no Hawaii.

Bom, talvez não tenha mudado muito para quem realmente conta nessa história – Medina e JJF – mas para quem curte surf competitivo e está aqui pra ver o maior showdown dos últimos anos (no caso, eu), a parada ficou ainda melhor.

Explico: Dusty Payne surgiu das cinzas depois de quase um ano sem surfar – culpa de uma cirurgia para resolver uma lesão séria nas costas. Dusty, como o leitor mais astuto se lembra, nunca foi constante – mas volta e meia dava seu show e sempre surfou bem em casa. Ele pega John Florence na 1ª fase e (vai saber?) talvez, sem querer, ele estrague a festa havaiana. (Obs: acredito que ele entrega a bateria pro John, mas meus companheiros de Hawaii apostam no contrário. Você entregaria sua chance de vencer o Pipe Masters? Realmente é uma lógica que faz sentido...).

De qualquer maneira, se tem um wildcard que quer – e pode – estragar a festa verde-amarela, é o tal do Benji Brand, que ficou em 2º na triagem. Claro, no papel, ele não tem calibre para derrubar Medina. Mas aqui é o Hawaii. E a previsão tá estranha...

Mas o que mais curti nesses últimos dias – e o que realmente apimentou essa disputa e as que devem surgir nos próximos anos – foi a mudança de atitude e discurso de John John. Ele amadureceu no jogo de dar entrevistas e aos poucos evita a resposta decorada e manda um improviso.

“Existe rivalidade entre vocês?”, perguntou algum jornalista mainstream que aguardou sua vez de falar ansiosamente na coletiva de imprensa.

“Espero que sim”, rebateu Jota Jota.

“Vocês são amigos?”, perguntou outro.

“Só nos vemos em campeonatos.”

A game face de Florence mostra que ele está pronto pra guerra. E isso torna tudo mais interessante - pois sabemos que Gabriel também está.

Que venha a batalha.

S.A.